Educação financeira

O endividamento é um problema real no Brasil, principalmente com a falta da cultura da educação financeira na infância. Quando apostamos nesse aprendizado desde cedo, ajudamos o público mais novo, as crianças, a conseguirem organizar-se financeiramente.

Dessa forma, evitando as dívidas que costumamos nos preocupar todo mês. Como muitos adultos têm deixado de lado esse aprendizado, observamos um cenário onde muitos apenas veem as contas e se podem pagar ou não e quanto vai sobrar para gastar.

Isso é mesmo preocupante, sem controle de gastos, sem organização nem estratégia para o futuro, onde poderemos chegar sem uma educação financeira eficiente? Hoje vou dar algumas dicas de educação financeira para educação infantil.

1- Mesada

Ao contrário do que pode parecer, dar mesada a uma criança não é jogar dinheiro fora, mas sim uma forma de ensinar educação financeira na prática, deixando que aprenda por conta própria como lidar com o que recebe mensalmente.

Nesse simples ato e instruções a criança começará a entender a importância de administrar aquele valor, saber guardar, fazê-lo render e até com o que gastar de acordo com suas necessidades.

É claro que somente entrar um valor X a criança não é educação financeira, mas ajudá-lo e ensinado o que fazer é. Comece por orientá-lo sobre os gastos, a importância de cuidar do dinheiro, como ele pode começar a investir e gerar garantias para o futuro.

2- Cofrinho

Acho que todos já passamos por isso quando pequenos. Ter um cofrinho é uma forma interessante de ensinar as crianças a poupar dinheiro. Essa forma de educação financeira para crianças tem sido aplicada a muito tempo e posso dizer que, no meu caso, funcionou muito bem.

A ideia é mostrar a ela a importância de guardar dinheiro e evitar sair comprando tudo que vê pela frente. Um incentivo bem legal é mostrar que, ao guardar determinado valor, uma hora ele terá o suficiente para conseguir comprar o que sempre quis.

Isso funciona com as mesadas também, incentivando a criança a guardar parte dela para o futuro.

3- Pagando contas

Calma, isso não tem nada a ver com trabalho infantil, mas sim com educação. Uma conta é uma responsabilidade que temos mensalmente com instituições na qual utilizamos serviços e compramos produtos que requerem pagamento mensalmente, por exemplo, a Netflix.

Essa dica diz respeito à educação financeira do endividamento. Como assim? Você já teve contas para pagar, não é? E alguma vez ficou sem dinheiro para realizar o pagamento?

O planejamento por trás disso é mostrar a importância de criar fundos para evitar situações como essa que podem vir a sujar seu nome criando uma série de bloqueios e restrições.

Você pode levar a criança para te acompanhar enquanto paga uma conta, ensiná-la a importância de nunca deixar atrasar e como funciona esse pagamento, também o que acontece se passar a data limite do vencimento.

Se quiser ir mais além na educação financeira das crianças, crie com elas uma planilha que contenha as contas da casa, o valor de cada, data de vencimento e quanto gastarão naquele mês para cumprir todos os pagamentos no dia.

4- Evitar problema na educação financeira

A educação financeira é relativamente nova no país, sendo assim, aplicá-la é um pouco desafiadora, já que muitos não tiveram essa experiência quando pequenos e não estão familiarizados com as formas de ensinar isso às crianças.

Mas, alguns pequenos erros causados por esse desconhecimento podem ser evitados e, mesmo que não entenda exatamente como dar seguimento a educação financeira infantil, poderá ao menos mostrar sua importância.

Um dos maiores erros que os pais cometem neste sentido é o consumo, por exemplo, comprar tudo que os filhos pedem. Até onde sei, a ideia é ensinar a importância do dinheiro para as crianças e comprar tudo que pedem não é uma forma de educá-las.

Usando a forma de ensino da primeira dica, a mesada, ensine-o a poupar aquele valor até ele ter a quantia que precisa para comprar o que quer.

Recompensá-la por ter feito suas obrigações também não vai ajudar, já que ela deve ter em mente que suas obrigações devem ser feitas e que nem tudo que fizer vai ser recompensado, então trata-se não só de uma forma de educação financeira como de responsabilidade.

5- Má exemplos não devem ser dados

Quer educar seu filho financeiramente? Então vamos cuidar para não dar exemplos errados para ele, concorda? Primeiro vamos começar por gastos desenfreados, a conhecida compra compulsória.

Muitas pessoas apresentam esse problema, comprar tudo que veem na promoção mesmo sem ter dinheiro e pagam com o cartão de crédito que acarretará em custos ainda maiores no fim do mês. Podemos perceber facilmente o problema que estamos enfrentando aqui.

Dentre outras más formas de educação financeira se encaixam o ato de não planejamento de gastos, atraso de contas, má administração de investimento, estourar o limite do cartão de crédito, “fugir” das contas.

Atitudes como essas são exemplos do que não se deve fazer se a intenção é a educação financeira infantil, afinal, o que a criança aprenderá observando essas ações vindas que quem a está ensinando sobre dinheiro?

6- Ensine-as as palavras complicadas

No mundo financeiro existem muitas coisas complicadas como as taxas, juros, etc. Como explicar para uma criança o que cada coisa significa sem deixá-la confusa?  Você pode montar uma “colinha” para ajudá-la no processo de educação financeira.

Isso vai ajudá-la a lidar com cada palavra complicada que aparecer, saber seu significado e conseguirá lidar com ela. Por exemplo, entenderá o que é juros e como lidar com esse tipo de taxa em pagamentos, ou como evitá-los futuramente.