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Crítica: Vingadores – Guerra Infinita

Confira nossa crítica do filme “Vingadores – Guerra Infinita”! (sem spoilers)

por Guilherme Carpes

 10 anos  foram necessários para resultar na Guerra Infinita. Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, começou a construção deste universo gigantesco lá em 2008 com a estreia do primeiro Homem de ferro.  Ao longo destes  10 anos, foram lançados 18 filmes, entre eles Os Vingadores (2012), que em sua cena pós-créditos já nos mostrou o que viria pela frente, apresentando o vilão Thanos.

 Guerra  Infinita mostra a jornada de Thanos em busca das 6 joias do infinito com o objetivo de  acabar com metade da vida no universo e restaurar o equilíbrio novamente. Enquanto isso, Os Vingadores junto com os Guardiões da Galáxia tentam impedir o Titã de reunir as 6 joias em sua manopla e se tornar o ser mais poderoso do universo.

 A principal incógnita no filme seria como os diretores conseguiriam juntar tantos personagens em apenas 150 minutos de filme, e a solução foi mais simples do que imaginávamos.

O elenco foi dividido em 3 núcleos diferentes, deixando Guerra Infinita grandioso em todos os aspectos, desde a sua produção que custou absurdos 400 milhões de dólares (filme mais caro feito até então), até suas cenas de batalhas que se tornam épicas e intensas.

 Não é um filme de aventura ou ação como a maioria dos longas já lançados pelo estúdio. Esta produção em si tem um senso de urgência bem maior, os riscos que os personagens correm são evidentes e impactantes. Para que o público sentisse a grandeza e a importância desse evento, os roteiristas deixaram Thanos no centro da história, desenvolvendo o personagem, mostrando suas motivações, ideais e fraquezas, dando até um certo carisma e senso de humor para o antagonista. Não podemos deixar de parabenizar Josh Brolin pela incrível atuação, e a empresa de efeitos visuais ILM pela incrível caracterização do vilão.

 Guerra Infinita percorre uma montanha russa de gêneros, passa pela comédia com as piadas de Thor e Star Lord, e também a batalha de ego entre Dr. Estranho e Tony Stark, tem seus momentos de ação com as incríveis batalhas, tanto em Wakanda como em Titã, e mergulha de cabeça no drama com seu final surpreendente.

 O longa faz de Thanos a estrela do filme onde a principal atração deveriam ser os heróis. Thanos rouba a cena com uma motivação convincente, sem aqueles planos clichês que já estamos cansados de ver em filmes do gênero. Há um sentimento e uma razão em todas as ações e palavras ditas pelo titã, que também proporciona cenas épicas que ficarão em nossas memórias por muitos anos. O produto final é tudo aquilo que os fãs esperavam, mostra como a Marvel tratou bem e amadureceu seus personagens e continua fiel aquela fórmula que conquistou uma legião de fãs nos últimos 10 anos.

  A direção do longa ficou na mão de Joe e Anthony Russo, responsáveis pela direção de Capitão América: O Soldado Invernal  e Capitão América: Guerra Civil. O roteiro ficou por conta de  Christopher Markus e Stephen McFelly.

 Vingadores: Guerra Infinita entrega o que promete do inicio ao fim, com cenas épicas, frases memoráveis, referencias e easter eggs, e pode ser apenas o começo de uma nova era de Super-Heróis no cinema.

 Lembrando que a sequencia tem data de estreia marcada para o dia 3 de maio de 2019, mas ainda não foram divulgados titulo e nem sinopse do grande desfecho da fase 4 da Marvel nos cinemas.

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Amante de Sherlock Holmes e viagem no tempo, de vez em quando escreve uns textos por aí.

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