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Crítica: Com Amor, Simon

Confira nossa crítica de Com Amor, Simon, adaptação do best seller de Becky Albertalli!

 Não é de hoje que se discute a falta de representatividade no cinema. Grandes produções surgem com o objetivo de quebrar as barreiras que impedem pessoas de se enxergarem nas telonas e Com Amor, Simon não é diferente.

 Simon Spier está no colégio, dividindo seu tempo entre aulas, o teatro e festas. Além dos dilemas que a adolescência proporciona, ele esconde de todos sua orientação sexual. Assumir que é gay não está nos planos do garoto.

 No entanto, as coisas mudam de figura quando Simon começa a conversar com Blue, o pseudônimo de um garoto que também não consegue se assumir para o mundo. Pessoalmente eles não se conhecem, mas é através da troca de e-mails que a história dos dois ganha forma. E é tentando descobrir a pessoa por trás do nome que Simon acaba no meio de um grande problema que vai mexer com a vida de outras pessoas e pode acabar expondo seu segredo.

 Em Simon vs a Agenda Homo Sapiens, título da obra que deu origem ao longa, temos uma história repleta de representatividade e mensagens importantes. Seguindo uma linha teen, Com Amor, Simon vem para representar e dar voz aqueles que enfrentam dificuldades em entender-se e se assumir.

 E é claro que o filme não é feito apenas da ótima atuação de Nick Robinson como Simon. Katherine Langford, Alexandra Shipp, Keiynan Lonsdale e Jorge Lendeborg  ganham destaque como amigos do protagonista e Logan Miller cumpre bem seu papel de “vilão” na trama. Todos os personagens são bem encaixados e agregam algo a história, revelando algo pelo que todos passam, seja na adolescência ou não.

 Apesar de abordar um tema sério como aceitação e descobertas na adolescência, o filme traz diálogos leves e conta com comédia na medida certa. Com Amor, Simon reúne um roteiro bem planejado, uma ótima escolha de atores e uma trilha sonora que se encaixa perfeitamente nas cenas.

Não se trata de um filme perfeito, há falhas que deixam a trama “boba”, mas tudo se encaixa no amadurecimento de Simon e suas ideias. Ele erra, muito, e essa parte pode encaixar-se no fato de que se trata de um trama adolescente, uma época em que nem tudo é tão fácil. É fato que os personagens da história de Becky Albertalli são privilegiados, pois estudam em uma escola boa, possuem carros, dinheiro e vivem em um meio de maior aceitação, mas nada disso tira a importância da história.

 Com Amor, Simon é sobre tolerância, sobre respeito e sobre a importância de nos entendermos e aceitarmos quem somos em nosso tempo. Sem dúvidas, o filme faz parte de uma forte e constante luta contra o preconceito e a discriminação.

 

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Amante de Sherlock Holmes e viagem no tempo, de vez em quando escreve uns textos por aí.

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