liga da justiça crítica

Crítica: Liga da Justiça – o filme

Leitores e leitoras, Liga da Justiça finalmente, está entre nós!

Por: Guilherme Carpes

ATENÇÃO: ESTE POST CONTÉM SPOILERS DE BATMAN VS SUPERMAN

 

 Liga da Justiça mostra os eventos que acontecem meses depois de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, após a morte do Superman (Henry Cavill)  pelas mãos de Apocalipse, o vigilante Bruce Wayne (Ben Affleck) reavalia os seus métodos extremos e decide reunir heróis extraordinários para montar uma equipe de combatentes do crime e defender a Terra de toda forma de ameaça. Ao lado da Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Batman recruta o ex-astro de futebol americano ciberneticamente modificado, Victor Stone (Ray Fisher), o velocista Barry Allen (Erza Miller), e o guerreiro atlantiano Aquaman (Jason Momoa).

 Juntos, eles enfrentam Steppenwolf, o arauto e segundo homem no comando das forças alienígenas de Darkseid, encarregado de caçar três artefatos escondidos na Terra.

 O filme tenta se livrar um pouco daquele tom dramático que se via bastante presente em  Homem de Aço (2013) e Batman vs Superman (2016), e decide adotar aquele tom mais heroico, leve, e aventureiro de Mulher Maravilha (2017). Liga da Justiça tem um tom mais leve e mais humorístico, podendo-se comparar ao primeiro Vingadores (2012), produção de sua concorrente, Marvel.

 No entanto, mesmo com a “fórmula Marvel“, o filme consegue ter sua identidade própria. Com todos os contratempos, como as refilmagens e a saída do diretor Zack Snyder do projeto, a Warner conseguiu entregar um filme bom, com alguns defeitos que passam despercebidos graças ao grande número de acertos.

 Sobre os personagens: Ben Affleck parece que finalmente entendeu o que o Batman significa, fez uma atuação muito boa, representando aquele Batman que todos nós conhecemos das HQs, desenhos, e jogos. Mulher Maravilha, mais uma vez interpretada com mestria por Gal Gadot, teve uma evolução nítida na personagem, se tornando a líder da Liga em maior parte do filme, sendo peça fundamental para o triunfo sobre o vilão.

 Houve muita desconfiança sobre a escolha de Erza Miller para interpretar o velocista escarlate nos cinemas, porém Erza mostra o que tem de melhor, sendo o principal alivio cômico  junto de Aquaman (Jason Momoa), e Batman (Sim, você leu direito. Até o Batman faz piadinha nesse filme). O ponto fraco dos personagens realmente ficou por conta do Cyborg (Ray Fisher), que tem até uma apresentação à sua altura, me arriscando a dizer que foi a melhor de todas as apresentações; porém depois disso foi pouco aproveitado, voltando a ter relevância apenas no 3º ato do filme.

 Liga da Justiça, como todos os filmes, tem seus erros, e o maior deles, fica por conta do vilão StepenWolf (Lobo da Estepe), que é um capacho de Darkseid. Tudo bem que o filme é para introduzir a liga ao público, mas faltou desenvolvimento ao vilão, foi mais um vilão genérico que não demonstrou uma ameaça tão grande a ponto de 6 heróis se juntarem para lutar contra ele. StepenWolf foi um vilão “descartável”, que apareceu nesse filme apenas para abrir caminho para Darkseid, que será a verdadeira ameaça.

 Vários outros problemas de roteiro são encontrados no filme, como piadas fora de tempo, cenas sem muito a agregar para a trama, e problemas para a transição do 2º para o 3º ato.

 A parte boa do longa fica por conta dos personagens, que funcionam muito bem, tanto em cenas conjuntas, como separadas. As cenas de luta não são as melhores, mas conseguem transmitir euforia quanto aos heróis de infância batalhando juntos pela primeira vez na telona do cinema.

 E não podemos também deixar de parabenizar Zack Snyder pela direção, Joss Whedon pela conclusão do projeto, e Fabian Wagner, diretor de fotografia, que deu um visual bem mais leve e suave para o filme, deixando com uma fotografia simplesmente linda.

 Liga da Justiça é um filme para os fãs saírem suspirando da sala de cinema, desde  referencias aos quadrinhos e filmes anteriores do universo DC,  a o filme como um todo. História ótima, personagens ótimos, um vilão não tão bom assim, mas é um ótimo começo para um renascimento da DC nos cinemas.

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Amante de Sherlock Holmes e viagem no tempo, de vez em quando grava uns vídeos para o youtube.

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