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Crítica – IT: A Coisa

Confira nossa crítica sobre IT: A Coisa, adaptação do best-seller de Stephen King.

Por Guilherme Carpes

 

 IT: A Coisa. Quando várias crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, 5 crianças que se chamam de “Clube dos Perdedores“,  se unem para acabar com Pennywise, um palhaço demoníaco, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

 Depois de dois filmes, assim como O Chamado 3 e Annabelle 2, o gênero de terror precisava de uma salvação nesse ano – e IT conseguiu fazer isso com maestria.

 Depois de Tommy Lee Wallace ter tido a difícil tarefa de adaptar a obra de Stephen King, no telefilme de 1990, dessa vez a obra ficou nas mãos do diretor argentino  Andy Muschietti (Mama), que conduziu o filme deixando com o mesmo tom do inicio ao fim.

 Diferente do filme original, que tinha como principal alivio cômico o palhaço Pennywise, o filme atual conta com as crianças no elenco, principalmente o personagem de Finn Wolfhard (Stranger Things) e suas piadas, na maioria, com conteúdo sexual. Isso choca o público pela idade do ator, porém funciona muito para quebrar o clima de tensão em meio a uma cena e outra, mostrando também a versatilidade do ator que interpreta um personagem completamente o oposto em Stranger Things.

 

 Confira trailer da adaptação do livro de Stephen King!

 

 O  restante do Losers Club  é composto por Sophia Lillis (Beverly), Jaeden Lieberher (Bill), Jack Dylan Gazer (Eddie), Wyatt Oleff (Stanley), Chosen Jacobs (Mike), e Jeremy Ray Taylor (Ben), que tem uma atuação quase impecável, dando a impressão que os atores já trabalham há muito tempo juntos.

 Não poderíamos deixar de falar do sueco  Bill Skarsgård, que viveu Pennywise de uma maneira impecável, podendo-se comparar ao Coringa de Heath Ledger. Skarsgård consegue superar Tim Curry (Pennywise original) com sobras, tanto em níveis de atuação, como os de expressões físicas e corporais, no sorriso macabro, na voz do personagem, e o jeito bizarro que Bill consegue olhar fixamente para sua presa e para a câmera ao mesmo tempo

 Andy fez de IT: A Coisa, uma montanha russa de gêneros, conseguindo mesclar aventura, comédia, suspense e terror de uma maneira em que você sai sorrindo do cinema, não só por ter visto um ótimo filme, mas por ter visto um filme bem dirigido, com ótimas atuações, ótima fotografia, e ótima trilha sonora. No entanto, por ser uma adaptação de uma das maiores obras de Stephen King, não consegue agradar a todos os fãs do autor, porque livro e filme tem suas divergências.

 IT: A Coisa, como um todo, é um filme ótimo, que introduz bem os personagens e passa com sucesso a proposta dele – nós encararmos nossos maiores medos. É um filme que não te deixa entediado em nenhum momento, apesar de ter seus problemas. Você entra no cinema com um sorriso e sai com um maior ainda.

 Lembrando que IT já tem sua sequência confirmada para 2019,e contará a história dos integrantes do Losers Club 27 anos após os acontecimentos do filme, com a volta do palhaço Pennywise a Derry.

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Amante de Sherlock Holmes e viagem no tempo, de vez em quando grava uns vídeos para o youtube.

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