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Resenha: A Filha do Norte, Luisa Soresini

Tudo começa quando Michelle e Meredith saem para ver as flores. Uma tempestade faz com que a bruxa perca Michelle de vista. A menina, desnorteada, sai em busca de ajuda e avista uma mansão enorme e antiga. Pensando que não mora ninguém na casa, Michelle entra no local para se abrigar e é surpreendida ao ser recebida por uma governanta tão sinistra quanto a casa, que a deixa com medo. Seu instinto lhe diz que há algo de errado, mas essa sensação passa quando entra na casa e se depara com um ambiente completamente diferente daquela fachada macabra que vira. O interior da mansão é maravilhoso, bonito e sofisticado, assim como os seus donos: os irmãos Vergamini.O que Michelle não imagina é que às vezes é necessário ouvir nossos instintos. Ela está em perigo e talvez nem suas amigas, Elza e Meredith, as bruxas do Leste e do Sul, consigam salvá-la.

A Filha do Norte é mais um exemplo de como nosso gênero de Literatura Fantástica é diversificado. Luisa Soresini reuniu diversos elementos em sua narrativa, tornando-a rica em muitos aspectos.
 A história é focada em Michelle, uma jovem muito boa e simples, mas que possui um passado obscuro. Ela acaba indo morar com Elza e Meredith, as bruxas do Leste e do Sul, que a dão abrigo e ajudam a reconstruir sua vida. A aventura retorna a vida de Michelle quando ela e Meredith saem de casa e a jovem se vê no território dos irmãos Vergamini. Perigo não é exatamente a palavra certa para definir a enrascada em que Michele se meteu. Os anfitriões da casa são mais perigosos do que ela imagina.
 Christofer, Ethan, Danton, Calr, Luka, Frank e Wolf são os moradores da “mansão abandonada” e não são nada glamourosos. Por conta do que aconteceu com eles no passado, são agora aberrações, verdadeiros monstros com poderes e sede de matança, sede de tortura. Michele sem querer acaba entrando no jogo deles. O que os garotos não esperavam é que ela fosse diferente das outras que já mataram. Eles gostam de brincar, de jogar com suas vítimas, mas com ela é diferente. Ela, de certa forma, tenta virar o jogo.
 Ao invés de matarem-na, Michele e os Vergamini passam a conviver juntos. Eles passam a se conhecer melhor e ela descobre que não é a única a guardar segredos por ali. Todos eles têm algo a oferecer e algo a esconder. Michele é doce, fofa e ingênua, o que a faz parecer mais nova do que é e menos perigosa também. O que eles e a própria garota não sabem é da força que ela esconde. Além de determinada e firme em seus objetivos, Michele é mais forte do que pensa.

“Quando você está desesperado, Frank, não pensa em mais nada. Você quer que alguém salve você e só. Aparência, dinheiro, essas coisas não valerão de nada quando se trata da vida de alguém.”

 A narrativa alterna entre os personagens da história, nos proporcionando um entendimento mais amplo. Conhecemos e desvendamos cada um deles, sentimos o que eles sentem e nos apaixonamos por alguns deles – não espalhem, mas o Christofer é o meu favorito!.
 Luisa misturou diversos elementos em sua narrativa, tornando-a completa, um verdadeiro prato de mão cheia. São muitos personagens contando uma mesma história, mas você não se atrapalha lendo, e sim, fica ansioso para o próximo passo deles! Agora, como diria Johanna de Jogos Vorazes, vamos tacar fogo em seu quintal pelo final da história. Ele deixa uma abertura para os próximos livros que chegarão para derrubar forninhos e nos deixa com aquela vontade de quero mais. 

Título: A Filha do Norte
Autor(a): Luisa Soresini
Editora: Novo Século
Páginas: 496
Encontre por aí: Saraiva
Nota: 5/5
Por Flávia Bergamin

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Amante de Sherlock Holmes e viagem no tempo, de vez em quando grava uns vídeos para o youtube.

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