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Resenha: A Ilha de Kansnubra e o portal perdido

 

Olá, leitores! No começo de novembro, fizemos um post de apresentação do livro A Ilha de Kansnubra e o Portal Perdido aqui no blog -após fecharmos a parceria com o autor Andrews Ulisses. Hoje, é a vez da resenha.

 

 

“Nunca mais aceitaria uma derrota sem lutar até o fim.”
O livro é narrado por Garley, um garoto de dezesseis anos que aparentemente vive ferrado. Ele e o típico garoto que não tem uma vida muito agradável e, ainda por cima, apanha no colégio.
Curiosamente, ele encontra um medalhão na rua e resolve pegá-lo -talvez, com a intenção de vendê-lo, já que parecia valer muito. Acidentalmente, ele se transporta para Kansnubra, uma ilha mágica até então não conhecida.
Após se encontrar no Triângulo das Bermudas, Garley encontra Aldrich, um senhor capaz de ajudá-lo a voltar para casa.
Por sorte, ele conhece pessoas para ajudá-lo na missão que têm pela frente. Como se já não bastasse sofrer no colégio e ter ido parar em um lugar totalmente misterioso e ‘assustador’, Garley se descobre mais do que um ‘mero mortal’ e precisa derrotar aquele que todos mais temem, partindo em direção ao Monte Tylan, junto a Johnny, Laura, Jorge e Alix. E, claro, a viagem deles não é nem um pouco fácil.
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A estória em si é ótima, contando com paisagens e acontecimentos mais que interessantes. No entanto, os personagens deixaram um pouco a desejar. Talvez um pouco mais de…personalidade neles teria feito a diferença.
Há semelhanças entre este e os best-sellers Harry Potter e Percy Jackson – por ter um ‘trio’ (Garley, Jorge e Alix), invenções (incríveis!) fora do nosso tempo e por se localizar no Triângulo das Bermudas.
Durante toda a narrativa, somos submetidos à aventuras marcantes e o autor sobre descrever bem tudo o que eles passaram. Porém, a falta de um BAM! no centro, quer dizer, um clímax bem forte, faz com que o enredo caia no conceito literário.
Os diálogos entre os personagens não me agradou, o que não significa que sejam ruins, mas poderia ter uma diferença maior entre a fala de Johnny e a de Aldrich, por exemplo. Senti falta de ‘frases de efeitos’ também, como “— Talvez o.k. venha a ser o nosso sempre.”
Se o livro te deixará com fome? Com certeza! Não sei se foi de propósito, mas o fato de Garley ser um turista na ilha e Laura fazer ótimos pratos me deixaram com água na boca para experimentar a comida. Infelizmente, não há como fazer os pratos já que não são do nosso mundo -como em Deixe a Neve Cair, quando minha mãe resolveu fazer Batatas Rösti.
A Ilha de Kansnubra e o portal perdido é o típico livro que merece sim ser lido e que, do meu ponto de vista, merece um volume II.
“[…] ainda há muito que aprender sobre a ilha.”

 

Ficha técnica:
 
Título:  A Ilha de Kansnubra e o portal perdido

 

Autor: Andrews Ulisses

 

 

Editora: Novo Século

 

 

Páginas: 378
 
Gênero: Infanto-juvenil, ficção brasileira
 
Nota: ★★★★ 

★ A Capa é perfeita!
Acesse o (incrível!²) site:
Por Flávia Bergamin
@sherlockrolmes

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Amante de Sherlock Holmes e viagem no tempo, de vez em quando grava uns vídeos para o youtube.

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